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Go Vegan ganha força no mercado foodservice

Marcus Frediani
Editor Chefe | Newbasca

Mercado de alimentação vegana cresce e se torna mais acessível aos seus adeptos.

Em 2018, já sabíamos que 14% dos brasileiros se consideravam vegetarianos e que a maioria da população do país já estava disposta a escolher mais produtos veganos. Em fevereiro deste ano, uma pesquisa do IPEC, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), mostrou que em todas as regiões brasileiras, e independente da faixa etária, 46% dos brasileiros já deixam de comer carne por vontade própria pelo menos uma vez na semana. E essa mesma pesquisa apontou que 32% dos consumidores brasileiros escolhem uma opção vegana quando essa informação é destacada pelo restaurante/estabelecimento.

 

Tais referências apontam diversos argumentos para o foodservice passar a levar em consideração a inclusão de itens vegetarianos em seu negócio. “Como vimos na pesquisa do IPEC de 2021, pessoas que não se declaram veganas/vegetarianas também escolhem opções que não contêm derivados animais quando vão a restaurantes/estabelecimentos. Nesse sentido, acredito que a primeira descoberta aqui é que ao incluir uma opção vegetariana no cardápio dos operadores de restaurantes ou de negócios em alimentação, a fim de torna-lo mais atrativo não somente para uma pequena parcela da população que se declara vegetariana, mas sim, para mais 30% dos consumidores brasileiros”, pondera Gabrielly Leite, produtora de conteúdo digital da consultoria de foodservice Galunion.

 

Outra questão relevante apontada por Gabrielly advém de uma pesquisa realizada recentemente pela Galunion, na qual 78% dos entrevistados – entre veganos e não veganos – consideram o veganismo uma opção “saudável”. E esse dado bate com a percepção evidenciada por um estudo publicado pela SBV, que mostra que o cuidado com a saúde (56%) é o principal fator de decisão de compra dos alimentos plant-based em comparação aos similares de origem animal, seguido pelo quesito nutritivo (28%) e pela experiência de novos sabores (26%). “Além disso, não podemos falar do crescimento desse mercado sem citar a COVID-19. Como temos falado bastante por aqui na Galunion, a pandemia trouxe novos desafios e novos hábitos. Durante esse período, as pessoas voltaram o olhar para a saúde física e do planeta, buscando consumir alimentos mais saudáveis e sustentáveis.

 

PREÇOS MAIS ACESSÍVEIS

 

E se, no passado, o veganismo já foi visto como um nicho muito pequeno e específico no qual, para deixar de consumir alimentos de origem animal era preciso substituir por alimentos industrializados de alto custo, hoje existe um grande movimento de conscientização onde o veganismo não precisa ser tão complicado, ele já está disponível nas prateleiras de supermercados e até mesmo em praças de alimentação dentro de grandes fast-foods. Esse também é um dos temas abordados na pesquisa da pela Sociedade Vegetariana Brasileira, que mostra que preço acessível é o atributo mais buscado em um produto vegano (61%), seguido por sabor agradável (57%) e facilidade de localização nas prateleiras (32%). Em contrapartida, o principal motivo da não compra de alimentos plant-based nos países pesquisados está relacionado ao alto preço (59%).

 

Contudo, esse paradigma começa a ser quebrado, como atesta o caso do restaurante POP Vegan Food, localizado na capital paulista, que ostra que é possível ofertar produtos veganos a um preço acessível: “Seja no almoço ou na pizzaria, existimos para servir pratos deliciosos que, além de respeitar os animais, enchem os olhos e dão água na boca de qualquer pessoa – por um preço que todos podem pagar. Os preços dos pratos do restaurante vão de R$12 a R$15, com menu variado ao longo da semana”, destaca Monica Buava, fundadora e proprietária da casa.

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